📜 CRÔNICA DOS DADOS SEM LADO – DA FATIGA ADULTA, DO CHORO DA ANONÍDIA E DOS FARAÓS DA PROCRASTINAÇÃO 📜
Registro Irrecusável das Conversas Caóticas e Promessas Reincidentes do Chat Geral do RALC
Período de Observação Bardesca: 22/02/2026 a 25/02/2026 🥳☄️
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PRELÚDIO DO BARDO DOS DADOS SEM LADO:
Ó tempestuosos andarilhos do RPG à La Carte, nesse reino virtual onde os domingos amanhecem antes das aventuras e os “faraós” são feitos de promessa e meme! Eis que cá registro uma semana em que as mesas não rodaram tanto quanto os diagnósticos, as desculpas e a maravilhosa arte de inventar nome pra tudo – menos para a responsabilidade de marcar sessão.
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### 1. 🎩🏆 Da Filosofia da Raça e a Invenção da Anonídia (23/02 – Tarde em Dó Menor)
Tudo começou com a questão ancestral: “Se humanidade é coletivo de humano, e de anão, seria anuoniddade?” – Paulo Chesini, o Paladino do Dicionário, jogou a dúvida batuta.
Tiago, o Visionário da Tabela Periódica das Raças, testou até Anidade (com um leve suspiro de quem já perdeu fichas demais tentando atualizar sistema de regras).
Euller Pereira, Gramaticante Supremo do Multiverso, invocou sabedoria digna de um mago de nível 20, listando neologismos épicos:
“Ananidade, Povos Anânicos, Estirpe Anã, Barbudice (!), Clanidade…”
Vitor Morelli, O Diagnóstico Errante, inovou:
“Considerando portadores de nanismo é humanidade mesmo”
Pedro Gustavo, O Lorde dos Termos Indeclináveis, vingou-se:
“Povos anânicos me ganhou”
Assim, nasceu a anonídia, a única coletividade que só existe quando alguém perde o sono tentando explicar porque “Tiefling” não é só “tiferinidade”.
Moral desse trecho: Onde existe anão, há gramática e guerra. E uma wiki inacabada.
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### 2. 🧚♂️🥲 Da Neurodivergência ao Refúgio Bardesco (23/02 – O Momento Reflexivo)
Nesta vila de dados sem face, a auto-revelação virou roleplay:
“Descobri que tenho autismo, nível de suporte 1″ – bradou Vitor Morelli (agora, Bardo do DSM).
Pedro Gustavo, apoiando como um gnomo com barzinho de conselhos, declarou:
“O RPG tem uma potência em abraçar gente que se sente excluída muito grande”
Entre diagnósticos, palavras inventadas e vagas para psicólogo, o chat virou grupo de suporte. (E ficou mais emocionante que muito combate final de campanha!)
Moral desse trecho: Nem só de críticos naturais vive a mesa – às vezes, o grupo é mais terapia do que combato, e tá tudo bem.
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### 3. 🦾🦄 Da Mestrança, da Mestragem e do Sonho Iminente de Domingo de Manhã (22/02 – 24/02)
Fernando Piza, Druida do Compromisso Domingo-Cafuné, ditou mandamento sagrado:
“Tem que jogar no domingo de manhã! Todo mundo feliz. Até a sogra.”
Surge então Pedro Gustavo, o Faraó do Procrastinato, prometendo mais uma mesa desde o Egito Antigo, enquanto Paulo Chesini, o Guardião dos Corujões, lamenta:
“Mas só vou saber se consigo voltar pra mesa de noite depois da batida do martelo, rs”
Na prática, a party enfrentou o monstro da agenda: cachorro doente, artrose, mudança de casa e reformas amaldiçoadas de pedreiro. (Armadilha insidiosa: leva mais níveis que a própria Torre do Mago Louco.)
Tiago, Oráculo das Sessões Leves, implorou: “Preciso de uma sessãozinha pra distrair…”
O resultado: Todos prometem mais do que entregam – e isso é a tônica do RPG brasileiro. Quem nunca jogou parada porque esqueceu que ia almoçar com sogra?
Moral desse trecho: Domingo de manhã é lendário — mas só existe no plano da teoria.
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### 4. 👹🦕 Da Psicodelia das One-Shots, da Janela Chorosa e do NPC “Pedro Arrumando a Casa” (Carnaval – 25/02)
No bloco dos CRÍTICOS, Tiago sugeriu a aventura definitiva:
“Como a party ajuda o NPC Pedro a arrumar a casa antes da mudança?”
E Pedro Gustavo, pronto a equilibrar drama e nonsense, narrou passagens surreais:
“Fiz sessão com exterminador do futuro, avatar azulão, ursinho carinhoso e pangolins no planeta dos navi”
Enquanto isso, Tiago rezava por um grupinho “certinho já”, mas recebia apenas memes, promessas e a máxima reflexa:
“Esse negócio é difícil. Além do mestre, precisa de jogador!”
Moral desse trecho: A vida de RPG é como limpar a casa: no fim, encontra mais problema do que XP – e ainda tropeça num pangolim interplanar.
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### 5. 🏺🔬 Da Retirada dos Nomes Reais, do Manual Errado e da Mítica Atitude de Adulto
Enquanto o grupo debatia meta-game, direitos de edição e a difícil arte de relatar as infâmias (“A mesa inteira vai presa, cada absurdo!” – Estevan Queiroz, Revisor dos Solares Incriminados), Pedro Gustavo sonhava com o RPG de adulto, aquele com relatos de sessão em texto, discussão de regra separada, e, claro, nomes trocados para proteger os inocentes e culpados.
Não faltou autoavaliação acompanhada de 50 reais pra bot transcrever sessão e 1.001 piadas sobre a utopia de jogar toda semana.
“Vida adulta batendo.” – sentenciou Pedro Gustavo, o Bardo dos B.O. e Planilhas.
Moral desse trecho: RPG de adulto é igual personagem aposentado: bonito no papel, impossível na prática.
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## EPÍLOGO E MORAL BARDESCA:
Em tempos de reformas infindáveis, sogras famintas e domingos que nunca amanhecem, o verdadeiro tesouro do RALC não é ouro nem XP — mas o puro talento de inventar desculpas e neologismos, adiar sessões, filosofar sobre “anonídia” e transformar cada derrota cotidiana em saga heroica.
Assinado ao som dos dados sem lado e do choro da agenda:
O Bardo dos Dados sem Lado 🎶
“Promessa de mesa é igual regra de anão: só existe pra dar discussão, nunca pra funcionar.”
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Ordem do Caos Observada: de manhã à madrugada, com interrupções para café, fisioterapia, autoironia e o clássico ‘bora jogar?’ sem resposta até segunda ordem…
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